Alguém Conhece?

Narciso Nicolodi

Se alguém souber mais informações sobre o Patrono Narciso Nicolodi, enviar através do contato.

O irmão Narciso Nicolodi nasceu em Nova Trento, SC, no dia 29 de outubro de 1.912. Filho de Rafael Nicolodi e Teresa Stefani, era o 4° membro de uma família de 11 irmãos. Na infância sofreu com o falecimento de sua avó e vários companheiros da mesma idade. Iniciou os primeiros estudos numa escola de Irmãs e completou o primário no Juvenato Marcelino Champagnat de Curitiba, quando, com a idade de 13 anos ingressou na vida Marista.

No dia 22 de dezembro de 1.929 entrou no Noviciado de Mendes, RJ, revestindo o hábito Marista, com o nome religioso de Narciso Firmo e em 23 de dezembro de 1.930 fez os primeiros votos religiosos. Entregou-se a Deus definitivamente professando os votos perpétuos em 22 de dezembro de 1.935 e no dia 02 de janeiro de 1.983 proferiu os votos de estabilidade no Instituto dos Pequenos Irmãos de Maria, ou seja, Irmãos Maristas.

No início de sua vida apostólica dedicou-se aos Irmãos Maristas, no plantio da horta, pomar, serviços de carpintaria e cozinha, primeiramente em Mendes e depois no Juvenato Marcelino Champagnat e Colégio Santa Maria em Curitiba, onde permaneceu até 1.958.

Em 1° de janeiro de 1.963, foi para o Juvenato de Brodowski, SP, dando início à sua carreira de motorista. Em 1964, era motorista para a Editora FTD e em 1969, foi para o Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo, onde permaneceu até 1.971. Foi transferido para Ribeirão Preto em agosto de 1.974 e finalmente para o Pau D’Alho em dezembro do mesmo ano.

Seu lazer preferido era a pesca. "Ás vezes, não estava bem de saúde durante a semana, mas nas quintas-feiras já sarava e nas sextas-feiras ia pescar, ninguém o segurava" (comentário da Toninha).

Gostava também de música clássica e de estar sempre ocupado. Amava os seus Irmãos que, segundo depoimento deixado por ele mesmo, estavam se sacrificando nos Colégios. Por eles rezava continuamente, oferecendo missas, orações e sacrifícios de cada dia. Avesso a elogios, dedicava-se de corpo e alma às suas obrigações. Preferia viver humildemente, na simplicidade, entre as crianças e jovens, como queria o fundador dos Irmãos Maristas São Marcelino Bento Champagnat.

O Irmão Oswaldo Collombo assim escreveu sobre este irmão Marista:

"Falar do Irmão Narciso ë falar do trabalho; consumou-se no trabalho! Isto é, viveu para os outros e para si. Todo dia, todos os dias, o dia todo, o Irmão Narciso estava com a comunidade: alunos do Pau D’Alho, ‘meninas dos seus olhos". Fora disso, não sabia viver, fazia parte do ar que ele respirava. Trabalhando incansavelmente, amigos das crianças, presença afetiva e efetiva nesta comunidade educativa e religiosa. Nada deixou, pois nada possuía. Aos olhos de Deus e dos homens ele era um "ricaço": virtudes, piedade, abnegação, testemunho compõem a sua fortuna".

Outros testemunhos da Assistente Social, Antonia Arantes Freitas (Toninha), com quem teve 14 anos de convivência, são expressivos:

"O irmão Narciso foi símbolo de autenticidade, de fidelidade, de fé, de trabalho, de dedicação e de amor. Sua vida era de doação à educação cristã das crianças. Não era dos grandes eventos, nem um catedrático, mas sua sabedoria de vida era muito grande e louvável. Várias vezes febril, nunca abandonava seu posto, ficando no recreio com as crianças e olhando por elas (as vezes cochilando) jamais as abandonava. Nas salas de aula, as ajudava sempre nas tarefas. Muito devoto de Jesus, Nossa Senhora, São José e Champagnat, todas as noites rezava junto às crianças o terço."

O Irmão Alfredo Moretti, seu melhor amigo e companheiro, dá o seu testemunho:

"Neste 21 últimos anos, lado a lado, levamos à frente a Obra Assistencial do Pau D’Alho. Amor, dedicação extremos, sempre atento, presente em tudo o que a casa necessitasse. Tudo isso foi degastando a saúde e, como era confiante nos remédios de "chás"... poucas vezes aceitava consultar um médico e o resultado foi que sua saúde foi sendo minada rapidamente. Na festa de seu aniversário, em 27 de outubro, confidenciou-me: "Irmão Alfredo, é o meu último aniversário." de fato, a respiração tornou-se difícil, dores fortes no peito, pernas inchadas, circulação deficiente. Mesmo assim, fazia questão de prestar serviços, estar presente em tudo, junto dos meninos, da comunidade. Todos os dias queria ir a Ribeirão e dizia que o volante para ele era remédio. (...) "

Levado para Campinas, onde poderia receber cuidados especiais devido ao câncer generalizado que o consumia, faleceu no dia 22 de dezembro de 1.995, aos 83 anos, após longo sofrimento. Deste grande amigo e protetor das crianças pode-se dizer: foi um santo e cumpriu sua missão até o fim.

*Síntese de dados extraídos dos Arquivos da Província Marista de São Paulo

Você conhece? Entre em contato conosco